Quando ele me soltou, eu estava ofegante.
- Você não fez isso.
- Ah, eu fiz, sim. – sorriu ofegante também.
Agora eu estava oficialmente ferrada. Como explicaria para Kaká que apesar de amá-lo, adorei me atracar com meu vizinho de porta? Agora eu estava literalmente ferrada não tinha escapatória ou eu contava ou contava. Eu estava com o Kaká não tinha como ficar com outro menino! “Minha nossa senhora da santa bicicletinha, me ajude!”, pensei. E não é que funcionou. Na hora eu tive uma idéia e mandei uma mensagem pro Ká dizendo “Amor, me liga assim que você puder aconteceu uma coisa que eu não esperava.” E mandei, demorou um pouco mais que eu esperava, e no final da tarde, ele liga e o meu celular começa a tocar, mas justo na HORA da Malhação, não atendi LOGICO malhação é sagrado pra mim ele devia saber disso, mas voltando ao assunto, “Ah, eu ligo depois”, pensei. Assim que acabou minha novela preferida, lá vai eu ligar pro meu Love.
- Oi, amor. Porque você não atendeu? – que pergunta ele fez, mas eu respondi com muita delicadeza
- Oi, amoreco. Porque era hora da malhação eu não faço nada alem de ver a TV.
- Ah então ta. O que você quer falar comigo?
- Não seu como eu vou te dizer isso. Hoje meu vizinho veio na minha casa e foi no meu quarto e me agarrou a força. – falei o mais rápido possível.
- COMO ASSIM?! NINGUEM agarra a minha namorada, to indo pra casa hoje resolver isso. – ai meu deus porque eu fui falar...
- Não meu amor, não precisa quando você voltar você resolve isso não vou estragar a sua viagem com uma bobeira dessas.
- BOBEIRA?! Mas que bobeira, mas eu entendo ta bom. Quando eu voltar de viagem eu resolvo isso com esse moleque. Só me faz um favor tenta ficar longe dele, se for quem eu to pensando vai fazer isso de novo.
- OK, meu amor. Agora eu tenho que ir tomar banho pra jantar, Love you.
- Ta. Me too.
A conversa foi curta. Ele ficou meio, não, totalmente abismado, irritado. O Felipe já foi embora, logo depois do... Beijo?! Até agora eu não sei o que aconteceu comigo, eu estava correspondendo ao beijo, não pode ter acontecido isso comigo. Eu... Eu... Não posso ter... Minha mente estava muito confusa para pensar. Eram 17:00 nem deu tempo de dormir, liguei a TV até o horário da minha novela preferida.
No dia seguinte na escola recebi um convite de uma colega de classe, da sua festa de aniversário. No intervalo, meu amor veio falar comigo perguntando:
- Vai à festa da Luiza?
- Não sei ainda, mas acho que sim.
- O.K. Eu também não sei, só vou se você for.
- Não precisa ser assim Né?!
Voltei para a sala e sentei pensando no beijo do... Não é possível eu não posso pensar nesse menino! Ele é PROIBIDO para mim, além de ser muito imaturo, mas gato, eu não posso pensar nisso. Ká percebeu que eu estava triste, e veio me consolar, como bom namorado e grande amigo.
- O que houve?
- Nada, nada. Estava pensando aqui em que roupa eu vou se a minha mãe deixar eu ir no aniversário da Luiza.
- Então ta.
Nesse momento o professor chegou e ficamos quietos a aula inteira, por mera e forçada vontade eu tive que prestar atenção na aula, mas estava quase impossível, não outra coisa na minha cabeça alem do beijo do... Mas que nome RIDÍCULO. Pensei. Esse nome a partir de hoje em diante é PROIBIDO para MIM.
- PROIBIDO. – quando vejo todos estão me olhando falei alto demais. Todos olham para mim. E o professor assustado.
- Danyela. Algum problema?
- No professor desculpe-me, eu não fiz por mal.
Ká foi o ultimo a parar de me olhar tentei ser a primeira a ir embora não queria falar com ele e saí correndo, tanto que esqueci um caderno debaixo da mesa. Eu não queria ver ninguém apenas ir para casa, mas vi uma pessoa conhecida lá na frente do colégio. Sim, era o... (proibido) eu não queria falar com ninguém, mas me briguei a voltar e esperar o Ká só assim para ele parar de me perturbar. E foi o que eu fiz. Mas não deu muito certo, pois parece que o “proibido” estava esperando o Ká e não a mim. Tentei me despedir deles, mas não deu muito certo, o Ká me agarrou de uma forma que não deu para sair. Pedi a ele para ir comigo até a minha casa, para ele entender o recado. Quando estávamos chegando a minha casa, ele de repente virou e falou:
- Felipe, porque você BEIJOU a minha namorada?! Perdeu o juízo.
- Ah! Você ficou sabendo. Porque tive vontade, não me controlei, essa boca, - ele ia me tocar, mas esquivei – me desculpa não sabia que ela estava namorando você. Mas ela não fez nada.
- Eu nunca dei permissão para você fazer isso! NUNCA! – como assim não fiz nada eu o expulsei da minha casa.
- Que isso não se repita! – Ká não fez nada, além disso, o recado estava dado.
Entrei em casa. Quando eu estava voltando do balé, simplesmente me barram na porta da minha casa, só podia ser quem?! Ele, o Felipe, mas que menino chato:
- O que você quer? Eu preciso entrar na MINHA casa.
- Dany... Eu sei que você gostou do beijo não precisa mentir.
- É só isso que você PRECISAVA falar comigo?
- É. Só mais uma coisa. Não adianta você falar com o seu namorado para me afastar de você nós moramos no mesmo prédio e eu gosto de você e eu sou muito difícil de desistir.
- É só isso garoto! – ele fez que sim com a cabeça – ainda bem e me dá licença por que eu preciso entrar na MINHA casa. Vou te contar é cada uma que me aparece.
Entrei em casa, deitei na minha cama e gritei:
- Mãe! O Ká pode vim aqui em casa agora?
- Pode! – gritou de volta.
Na mesma hora eu já tinha digitado a mensagem e já enviei. Recebi.
“Ok. Vou terminar de fazer dever e já estou indo, daqui a 20 minutos estou aí. Beijos te amo”
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