domingo, 28 de março de 2010

Pré-ida

Depois daquela conversa. Eu me senti diferente. Meus dias em Santos estavam acabando e eu estava de mal com o Leo, quero dizer ele estava de mal comigo. Por conta do Julio. Depois de dias liguei para a mamãe. Ela atende ao telefone e eu fiquei pasmada pelo tom de voz.

-Alo.

-Oi, mãe! Estou com saudades.

-Ah! Oi, minha filha. Tudo bem?

-Tudo mãe e vocês?

-Estamos bem. Sua volta já esta pronta?

-Já. Sábado eu pego o ônibus.

-Tá.

-Beijo mãe.

-Beijo filha.

Não confiei muito na minha mãe, mas não podia fazer nada a distancia. Era quinta feira. Minha volta estava perto. Queria aproveitar os meus últimos dias muito bem. Mas sem ir à praia. Então decidi que quando o Gui fosse sair da escola eu ia La pra voltar com ele. E tentar fazer as pazes com o Leo. Cheguei lá 15 minutos antes de eles saírem. Nesse tempo eu descobri onde era a cantina e comi alguma coisa lá. Comprei o meu lanche quando me virei, vi o Leo bebendo água. Não sei se ele me viu, mas mesmo assim eu chamei a sua atenção.

-Ei! Psiu! – ele olha e logo vira a cara.

-O que você veio fazer aqui. O seu monitor não estuda aqui não.

-E quem disse que eu vim ver o ele que nem conheço direito. Eu vim ver você, seu bobo. Você sabe que é muito especial para mim. E nunca vou te largar, mas amanha vou embora e não queria ir sem ficar de bem com você. – ele olha. Para. Respira e fala.

-Lu. Você sabe que sinto o mesmo por você, e fico feliz por você ter vindo se desculpar, pois eu também não queria ficar de mal com você. – ele olha no fundo dos meus olhas e diz - eu te amo, mas tenho que ir para aula me espera que depois conversemos mais. 

– ele me da um beijo no rosto e vira a caminho da sala.
 
Senti-me tão melhor quando ouvi das palavras dele tudo o que eu queria ouvir. Foi à melhor coisa que já aconteceu na minha vida. 5 minutos depois a aula acaba. Já estou na frente da escola esperando eles chegarem lá, espero que ele não tenha contado nada para o Gui.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Bar? Ou não?

Fui me arrumar. Tomei banho escolhi minha roupa e por ai em diante. Os meninos foram para a sua casa se arrumar. Uma hora depois todos os meninos chegam lá. Eu já estava pronta esperando por eles. Saímos de casa e quando chegamos à frente do bar, ele estava fechado. Então para não perdemos tempo, fomos para o shopping, onde tinha um ringue de patinação. Como o ringue da Malhação. Eu me empolguei e implorei para eles irem comigo. Nem o Leo quis ir, ele que sempre vai comigo. Fui sozinha, eles tiraram altas fotos de mim patinando e rindo dos tombos. Mas os “professores” me ajudaram a andar. Tinha um bonito que eu tentei me aproximar dele e não é que eu consegui.

-Oi. Você pode me ajudar. Não sei o seu nome.

-Oi. Claro. Meu nome é Julio. – eu via pelo olhar do Leo que ele não gosto deu conversar com o Julio.

-Meu nome é Lu. Eu nunca patinei você pode me ensinar?

-Claro. Lu.

-Que bom! Eu não sei nada disso devo ter caído umas 15 vezes. – ele riu, foi à risada mais linda que já ouvi.

-Vou começar com o básico. Equilíbrio é muito importante.

Depois de muito tempo. Eu consegui patinar, e peguei o jeito. O meu tempo acabou e ele me convidou para depois ir patinar de novo por conta dele. Foi muito legal, mas eu tinha que ir e não deu para patinar de novo, porem eu consegui o telefone do Julio.
Chegamos a casa. O Leo ficou o carro sem falar comigo, mesmo do meu lado foi uma pena, pois eu falaria com ele. Não sei bem, mas acho que sim. Fui direto para o meu quarto, estava muito cansada. Entrei no MSN para ver quem estava online. E lá estava ele, o F_____ (quem eu não quero citar o nome) e começou a falar comigo.

-Oi! Tudo bem? Quando você volta é domingo, não é?

-Oi. Tudo e você? Talvez sim. Ou sábado.

-Tudo. Que bom! Estou com muitas saudades de você. Mas sei que você não deve estar de mim.

-E não estou mesmo. A fila anda e espero que você não abandone a minha ex-amiga.

-A Ana. Eu não estou mais com ela. Parece que foi só no momento. A menina que eu quero não quer nem olhar na minha cara. E só fala comigo porque eu falo com ela. – percebi que era eu, mas não disse nada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O lugar


-Se você me permite. - Sua boca estava tão perto da minha. E então, fechei os meus olhos e o beijei novamente. Olhamos um pro outro e rimos. Olhei no meu relógio já estava tarde.

-Agora tenho que ir para casa, se não eu ficarei vermelha. – vi uma expressão de tristeza – me acompanha até em casa? – sua expressão já melhorou um pouquinho.

-Claro. – avisamos os meninos que íamos para casa o Gui fez uma expressão de “não gostei”.

Fomos conversando até em casa.

-Chegamos. Você quer entrar?

-Não é necessário. Vou para casa, me arrumar, e daqui a meia hora venho te buscar, quero te mostrar um lugar.

-Meia hora é pouco para mim, mas posso tentar.

-Em meia hora eu te encontro aqui nesse lugar.

-Ok.

Entrei em casa, minha  tia estava fazendo o almoço.

-Você veio sozinha, Lu? Cadê os meninos?

-Oi tia. Não o Leo veio comigo, daqui a pouco ele vem me buscar para passearmos. Os meninos ficaram na praia. Falaram que meio-dia eles vem.

-Está bem. – essa “esta bem” não me convenceu, tinha alguma coisa escondida ali.

Depois de almoçar fui direto para o banho. Arrumei-me. Quando vou para a sala o Leo já está lá fissurado na TV.

-Demorei tanto que você entrou?

-Ah, oi. Não a sua tia me viu lá na frente que me convidou a entrar. Vamos?

-Vamos.

Andei por lugares que nunca tinha visto. Nunca andei tanto. Até que chegamos num lugar que ele tampou meus olhos com o capuz do casaco e foi me guiando até o lugar. De repente paramos.

-Chegamos? – estava muito ansiosa

-Sim.

-Posso tirar o capuz?

-Ainda não.

-Por quê?

-Me dá um minuto. Pronto pode tirar.

O lugar era lindo. Um paraíso. Dava para ver toda a cidade, ou uma parte dela. A praia era limpa e intocável.

-Esse lugar é... Lindo.

-Eu sei. Venho aqui sempre quando quero pensar, e queria compartilhar isso com você. Com uma pessoa especial. Esse lugar agora é seu também.

-Jura?!

-Juro.

-Olha que eu faço dele meu também. – rimos.

Quando deu cinco da tarde voltamos ainda tínhamos que ir ao bar. E eu tinha que me arrumar. E ele também. Cheguei a casa e os meninos estavam rodos na sala. Todos olharam para mim.

-Que foi? Eu não fiz nada. – todos riram.

-É que você é muito bonita prima.

-Vocês não vão ao bar hoje não?

-Vamos. – disseram em coro – mas não agora. Nos não demoramos muito para se arrumar. – completou o Gee.