Depois daquela conversa. Eu me senti diferente. Meus dias em Santos estavam acabando e eu estava de mal com o Leo, quero dizer ele estava de mal comigo. Por conta do Julio. Depois de dias liguei para a mamãe. Ela atende ao telefone e eu fiquei pasmada pelo tom de voz.
-Alo.
-Oi, mãe! Estou com saudades.
-Ah! Oi, minha filha. Tudo bem?
-Tudo mãe e vocês?
-Estamos bem. Sua volta já esta pronta?
-Já. Sábado eu pego o ônibus.
-Tá.
-Beijo mãe.
-Beijo filha.
Não confiei muito na minha mãe, mas não podia fazer nada a distancia. Era quinta feira. Minha volta estava perto. Queria aproveitar os meus últimos dias muito bem. Mas sem ir à praia. Então decidi que quando o Gui fosse sair da escola eu ia La pra voltar com ele. E tentar fazer as pazes com o Leo. Cheguei lá 15 minutos antes de eles saírem. Nesse tempo eu descobri onde era a cantina e comi alguma coisa lá. Comprei o meu lanche quando me virei, vi o Leo bebendo água. Não sei se ele me viu, mas mesmo assim eu chamei a sua atenção.
-Ei! Psiu! – ele olha e logo vira a cara.
-O que você veio fazer aqui. O seu monitor não estuda aqui não.
-E quem disse que eu vim ver o ele que nem conheço direito. Eu vim ver você, seu bobo. Você sabe que é muito especial para mim. E nunca vou te largar, mas amanha vou embora e não queria ir sem ficar de bem com você. – ele olha. Para. Respira e fala.
-Lu. Você sabe que sinto o mesmo por você, e fico feliz por você ter vindo se desculpar, pois eu também não queria ficar de mal com você. – ele olha no fundo dos meus olhas e diz - eu te amo, mas tenho que ir para aula me espera que depois conversemos mais.
– ele me da um beijo no rosto e vira a caminho da sala.
Senti-me tão melhor quando ouvi das palavras dele tudo o que eu queria ouvir. Foi à melhor coisa que já aconteceu na minha vida. 5 minutos depois a aula acaba. Já estou na frente da escola esperando eles chegarem lá, espero que ele não tenha contado nada para o Gui.
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