Voltamos para casa e assim foi o resto do dia, e combinamos de ir à praia no dia seguinte de manhã, e a um bar de tarde, só eles sabiam o nome do bar. Eles falaram que eu ia gostar então eu concordei, que íamos. Dessa vez os meninos não dormiram lá. Eles foram embora, e eu fui para cama dormir.
No dia seguinte, eu acordei primeiro, como sempre, arrumei-me, e o resto. Fui acordar o Gui, quando cheguei ao quarto dele, a sua cama estava feita, mas como isso era possível, eu tinha acordado primeiro, fui perguntar à tia Naná.
-Tia, cadê o Gui?
-Ele foi para a praia com os meninos, não queria te acordar. – que safados, foram e nem me levaram.
-Obrigada, tia.
Que meninos safados, eles foram a praia e não me levaram. Droga. Cinco minutos depois, toca a campainha.
-Eu atendo – gritei, toca de novo. – Já estou indo. – atendi era o Leo.
-Oi Lu! Vim te buscar para ir à praia.
-Já estou pronta, me deixa só pegar a bolsa. – fomos conversando até a praia sem rolar nada. Ele fez questão de levar a bolsa então eu deixei, sem problema, não estava a fim de carregar peso.
Chegamos finalmente, eles estavam na areia, à praia não estava muito cheia. Assim que cheguei cumprimentei todos e eles foram correndo pro mar. Só estavam me esperando. O Leo como sempre, foi muito gentil e ficou ali comigo. Quis ir à água, ele foi comigo. Até que não resisti e falei.
-Leo, eu gosto muito de você, e sei que você gosta de mim. Mas não da pra ficar nesse vai não vai.
-Desculpa, é não da pra ficar com você, o seu primo me falo que você ainda gosta do seu ex. – como assim?!
-Eu vim para cá, para esquecer o meu ex, eu não gosto mais dele, gosto de você. O Gui inventou isso, ele tem ciúmes de mim, sempre teve desde pequena, ele só não admite.
-Disso eu não sabia agora eu sei de duas coisas. Você gosta de mim, assim como eu gosto de você, segunda tenho que tomar cuidado com o que o Gui fala.
-E agora o que você vai fazer? – queria ver a reação dele, eu estava mostrando para ele que podia me beijar, mas será que ele vai fazer isso?
Após o almoço fizemos a sessão filme. Ligamos a teve e começamos a ver um filme que ninguém queria ver. Aquele momento é engraçado. O filme acabou e fui me arrumar para ir ao shopping. Afinal, eu iria ao shopping com o Leo. Após duas horas de arrumação. Eu apareci na sala.
-Ué, vocês não vão ao shopping não?!
-Claro, que vamos. – em coro de novo – e ir ao cinema – completou o Leo.
É pelo jeito ele estava mesmo apaixonado não teve jeito esperei mais uma hora, afinal são meninos. Nós saímos seis horas e fomos para o shopping chegando lá só tinha sessão do cinema as sete e tivemos que ficar esperando, nesse meio tempo. Comprei meus ursinhos, quero dizer dois sacos de ursinhos. Um eu abri assim que sai da loja comi o primeiro, lógico. Depois atacaram o meu ursinho e fiquei sem. Mas eu tinha o outro que apenas será para comer em casa. Dez pra sete fomos para a fila do cinema os meninos nos deixaram lá e foram embora. Entramos no cinema. Até nesse momento tudo, tudo normal. Um silêncio e as luzes se apagam e começa a passar os trailers. Olhei pra ele, parecia um robô não tirava o olho da tela, mas quando eu viro de novo pra tela percebo que ele lha pra mim. Eu olhei, ele desviou o olhar rapidamente, parecia envergonhado. Encostei-me no seu ombro para ver se entendia, achei que sim, passou seu braço pelo meu ombro. E assim ficamos o filme inteiro. Até que quase no final ele se virou para mim e eu me virei para ele, e simplesmente aconteceu o esperado. Na minha mente veio a imagem de mim e o Fê, mas parei e pensei que ele não me merecia vou curtir esse momento. E assim foi até os créditos do filme, depois do primeiro não paramos mais. Depois que saímos da sala ele me confessou.
-Sempre quis fazer isso, desde primeiro dia que te vi, parecia que já te conhecia. – corei, mas consegui me controlar
-Não achei que sempre fosse assim, não sei depois que eu terminei me senti mais leve e a fim de ficar com alguém especial, que é você.
Não de onde eu tinha tirado aquela frase, mas eu adorei aquele dia, principalmente o cinema.
Estava sentindo que esse dia seria inesquecível de todos os anos que eu já passei em Santos. O Shopping daqui não é tão grande quanto o do rio, mas dá pro gasto. De manhã, uma praia caia bem. De tarde, uma caminhada pelo bairro.De noite, um belo shopping cheio de lojas e lanchonetes. E principalmente, um enorme cinema. Se bem que o daqui não era tão grande assim, mas eu gostei do mesmo jeito. Esse era um dia perfeito. Um dia onde nada poderia estragar.
Eu acordei primeiro que os meninos, é claro. Depois que mudei de roupa, coloquei o biquíni e tomei café da manha. Fui irritar os meninos. Bati na porta ninguém respondeu. Abri a porta, que bonitinho estavam todos dormindo. Tive uma ideia diabólica. Fui à cozinha e peguei uma panela e uma colher e lá fui eu fazer barulho. Eles levaram um susto, principalmente o Leo que gritou.
-Te adoro, Lu! – pasmei sentei na cama do Gui e comecei a rir. Os meninos também me seguiram, e começaram a rir. O Leo ficou vermelho. Parei de rir e fiquei seria.
-Vamos pra praia? Quero pegar uma cor. Depois temos que passar em alguma casa de guloseimas para eu comprar ursinhos.
-Ursinhos? – perguntaram em coro.
-É. Ursinhos. É como se fosse uma goma de mascar em forma de ursos. É bom.
-Então ta. – em coro de novo.
Sai do quarto pra eles se arrumarem. 15 Minutos depois sai seis meninos do quarto.
-Depois são as mulheres que demoram a se arrumar. – todos riram com o meu comentário.
-Pois é. Seis meninos demoram 15 minutos. Uma mulher demora 15 minutos. – todos riram novamente.
Eles foram tome café da manha enquanto eu passava o protetor em mim, até que fui pedir para a minha tia passar nas minhas costas. Eu vou de short e biquíni, pedir pra minha tia. Ela estava na cozinha e eles estavam na sala, pra ir pra cozinha tem que passar pela sala. Eu entro na cozinha e só ouço os “fiu-fiu”. Depois de passar o protetor eu volto e falo:
-Até parece que nunca viram uma menina de biquíni – falei – meninos – pensei.
Entrei no quarto de novo, e ouço as risadas na sala. Botei a camisa e peguei minha prancha que deixo na minha tia.
-Vamos ou é só enrolação?
-Vamos! – gritou todos em coro.
Chegamos a praia, lotada, me sentei e comecei a pegar sol na areia debaixo do guarda-sol, tudo que eu menos queria era ficar vermelha no primeiro dia. Depois de 5 minutos de sol. Fui pro mar pra ficar um pouco com os meninos.
-Aqui, esta muito fundo. Vamos mais pro raso. – fui logo reclamando.
-Aqui esta bom. Pra gente esta ótimo. – o Gui como sempre respondão
-Vou voltar a pegar sol é a única coisa certa que faço.
-É melhor. – ouvi uma voz atrás de mim. Depois ouvi.
-Gente, eu vou com ela meus dedos já estão enrugados.
-Ta.
Cheguei sentei na canga e peguei mais quinze minutos de sol até for preciso passar de novo o protetor. Como o Leo tava ali, pedi pra ele passar nas minhas costas, ele corou imediatamente. Voltamos para casa tomamos banho, almoçamos.
-Finalmente – disse com ar de alivio – faz séculos que não vou á uma praia, eu moro no litoral e não vou a praia.
Fui a primeira a ir ao mar, depois todos me seguiram, o primeiro foi o Leo, um dos amigos do Gui, que começou a falar comigo.
-Oi Lu?! É esse o seu nome?
-Oi Leo? É esse o meu, o seu é esse?
-É. O Gui falou que voe veio do Rio. Eu já morei lá muitos anos.
-Serio?! Que legal.
O Leo é muito lindo. Ele foi tão gentil comigo foi o único que ficou no raso comigo enquanto os outros ficavam no fundo. Quando todo mundo saiu do mar e foi pra areia. O pessoal me deixou sozinha e puxou o Leo para conversar. Só ouvia partes da conversa.
-Leo você ta a fim da minha prima – parecia o Gui.
-Caraca Leo, você não perde tempo em?!
-Caramba pessoal, do que vocês estão falando? – ele mentia muito bem.
-Ah! Fala sério, Leo, você ta a fim da Lu sim. – todos falaram em coro.
-Droga vocês me conhecem mesmo. Eu to gostando dela sim, mas não é pra fazer escândalo poxa.
-Sabia. – gritaram em coro de novo
Eu tentei ir como se não soubesse de nada
-Sabia o que?
-Nada. – agora todos falaram em coro de novo.
-Vocês só falam em coro? – tentei fazer com que falassem em coro de novo.
-É. – falaram em coro de novo.
Não me agüentei e comecei a rir. Depois eles se secaram e fomos embora. Cheguei a casa fui direto pro banho, meu cabelo estava horrível. Os meninos ainda estavam lá, então voltei pra sala de banho tomado e cheirosa. Impressionante eles não saiam de lá.
Terminei de arrumar a minha mala e fui dormir, afinal depois do almoço estaria indo para Santos-SP. Deitei na minha cama e “apaguei” de cansada. Na manha seguinte acordei, mudei de roupa e desci. Quando chego à cozinha, vejo o meu ex conversando com a minha mãe. Fingi que não o vi, fiz o meu café e subi pro meu quarto de novo. Sentei na cama e comecei a comer com a porta fechada e ouço vozes lá embaixo.
-Porque ela não quis falar comigo?
-De um tempo para ela, assim que a raiva passar ela volta a falar com você. – parecia que a minha mãe queria que eu voltasse com ele depois de tudo que ele fez.
Dois minutos depois alguém bate na minha porta, a pessoa, cujo nome não quero mencionar. Ele sentou na cadeira do computador, e começou a falar:
-Oi não falei que voltaria, sua mãe me conto que você vai viajar pra santos na casa da sua tia. Vou ficar aqui até você entrar no carro, seus pais vão me deixar em casa. Sua mãe quer muito que voltemos, e eu também quero. – meu silencio era absoluto. Até que a minha mãe me chamou.
-Luiza! – gritava.
-Oi mãe.
-Já pegou tudo e botou na mala?
-Já mãe. Peguei tudo, agora só faltam os brincos vou por na minha mochila de mão. Vou pegar agora. - fui ao meu banheiro e peguei os meus brincos. Botei na mochila e desci com a mala. Ouvi uma voz dizendo.
-Deixa eu te ajudar. – imediatamente eu deixei uma mala pra trás, a mais pesada – já é um bom começo, pelo menos eu não estou sendo ignorado.
Desci com a minha mala e já fiquei lá em baixo pra almoçar e depois ir para a rodoviária fui para a cozinha.
-Mãe você precisa de ajuda? – perguntei inocente.
-Mexe para mim essa panela. – mexi a panela e fui logo falando.
-Mãe porque você deu esperança pro menino, você sabe que eu não quero mais nada com ele, não adinta eu não vou voltar com um menino que eu não confio.
-Mas minha filha ele gosta tanto de você.
-Gosta tanto que me traiu.
O almoço foi silencioso, subi escovei os meus dentes e desci.
-Mãe, vamos vou chegar atrasada na rodoviária, ônibus não espera. Vamos.
-Vamos minha filha. Vá pro carro já estou indo.
Chegando a rodoviária comprei minha passagem peguei dinheiro com a minha mãe e esperei o ônibus. Liguei pra tia Naná assim que entrei no ônibus. Despedi-me da minha mãe. E liguei o meu mp4 pra ouvir musica a viagem toda. E é claro levei um livro para ler na viagem, o ônibus tava vazio, devia ter umas 10 pessoas, ninguém do meu lado.
A viagem foi rápida chegando à rodoviária liguei pra tia Naná ela foi me buscar junto com o meu primo e uns amigos dele, que por acaso era lindos.
-Oi tia! Oi Gui! Oi pessoas que não conheço. – falei rindo
-Oi minha sobrinha preferida. – eu era a única sobrinha. – como foi à viagem? – quando vi já tinha pegado as minhas malas.
-Foi muito legal. Nem vi o tempo passar.
-A sua me conto porque você teve que vir pra cá, sinto muito, mas meninos são todos iguais. – ela tocou num assunto que não queria ouvir.
-Pois é tia. Mas quem são esses meninos?
-São amigos do seu primo veio aqui porque estavam lá em casa ai veio te buscar.
-Vai dar todo mundo no carro? – não ligava mesmo içar grudada em um deles
-Acho que vai.
Chegamos ao carro até a casa da tia foi silenciosa e traquila. Cheguei me instalei e fui chamar os meninos para ir a praia.
-Oi meninos! Vamos a praia? Por favor.
-Sei lá. Vocês querem? – perguntou pros meninos.
-Pode ser. – responderam em coro.
-Vou por o meu biquíni. – voltei pro meu quarto e ouvi-os falando
-Cara a sua prima é linda – falou um dos amigos
-Ela veio pra cá porque terminou com o namorado. – adorei ele ter falado isso.
Fui pra sala como se não tivesse ouvido nada.
-Vamos? – disse botando um sorriso “colgate”.
-Vamos – responderam em coro de novo dessa vez não me segurei e comecei a rir, ouvi umas risadas junto comigo ou estavam rindo de mim? Não importava. Fomos para a praia que era perto da casa da minha tia.
Mais tarde fui para casa, para conversar com a minha mãe, seria difícil convencer - lá do que eu queria fazer, mas acho que se contasse o que aconteceu iria entender e me deixar fazer o que eu queria. Cheguei a casa, minha mãe tava na cozinha, como sempre, e meu pai dormindo no quarto. Tomei banho q botei meu pijama. Desci. Minha mãe sentiu a minha presença e já começou as perguntas.
-Como foi na casa da Ana? – estava longe então ela me chamou – Luiza!
-Ah! Oi mãe, desculpa. Foi péssimo, eu terminei com o Fê, então se ele ligar aqui pra casa fala que eu não estou.
-Esta bem. – ela parou de cozinhar e sentou a mesa junto comigo. – mas me conta o que houve.
-Ele me traiu com a piranha da Ana, por isso que eu fui a casa dela. Então percebi que ela estava a fim dele e foi atrás dele depois que ela veio aqui em casa e disse que gostava dele e o beijou e ele deixou. – estava quase chorando. – então logicamente eu terminei com ele e fui pra uma lanchonete pra comer alguma coisa e encontrei um pessoal lá. E agora estou aqui te contando isso. – já estava chorando.
-Minha filha, que pena. Ele parecia um rapaz tão bom.
-É parecia. Mãe eu queria viajar para pensar um pouco e esfriar a cabeça. Posso?
-Mas e as aulas, como ficam?
-Depois eu pego com alguém, mas, por favor, mãe, eu preciso disso.
-Pra onde você quer viajar.
-Queria ir pra casa da tia Naná, passar umas duas semanas lá.
-Esta bem. Liga pra ela e pergunta se pode.
-Muito obrigada mãe, te amo – nessas horas eu já tinha parado de chorar.
No dia seguinte liguei pra tia Naná. Como era sábado não tinha aula. Assim que acabei de ligar pra tia Naná e ela tinha deixado, no dia seguinte já estava pegando um ônibus Rio - Santos (SP). Quando desliguei o telefone, ouço o meu celular tocar. O nome já aparecia de cara. Fê. Parei respirei e atendi ao telefone.
-Oi, traidor. – estava com uma voz de séria.
-Oi, Lu! Tudo bem com você? Desculpa nem precisa responder.
-Ainda bem que você me poupou de responder. O que você quer comigo?
-Eu queria te ver, te pedir desculpas por tudo que eu fiz pra você.
-Me ver jamais. Pedir-me desculpas nunca aceitas. Segunda, não fique surpreso de não me ver no colégio. E nem queira saber por quê. Pra você não conto mais nada e nem tente vir aqui em casa, pois não vou te atender
-Mais é isso mesmo que eu vou fazer, olha na sua janela – a janela do meu quarto dava pra rua, e quem estava lá o chato do Fê. Desliguei o celular. – ainda bem que você ta ai. – desci e abri a geladeira e peguei a caixa de ovos que tinha na geladeira, ainda bem que ninguém me viu, subi para o meu quarto de volta e voltei pra janela. – pois vai ganhar...
-O que amor da minha vida. – ele me interrompeu.
-Odeio que me chamem de “amor da minha vida”. Ah! Vai ganhar muitos ovos. – comecei a tacar os ovos na cabeça dele sem errar um. Como ele era idiota não se mexeu e fico sem entender nada. Minha mãe foi ver o que aconteceu e foi logo perguntando:
-Minha filha o que você ta fazendo jogando os ovos na rua?
-Simples mãe vem cá ver. – quando ela foi ver olhou pra minha cara e disse:
-Minha filha o que você fez.
-Ué mãe dei pra ele o que ele merecia umas boas “ovadas” no corpo. Não sei o que ele veio fazer aqui, falei pra ele não me procurar.
-Mas isso é errado. Ai meu deus tadinho do menino. Vou...
-Nem pense nisso mãe. Você sabe o que ele fez. – falei tarde demais, ela já estava lá embaixo abrindo a porta. Droga! Pensei pra mim mesma.
Fiquei só no meu quarto esperando ele ir embora, mas não deu. Alguém bateu na porta. Imagina quem. Ele tomou banho, mas mesmo assim ainda estava com cheiro de ovo, e ainda pegou a roupa do meu irmão que ele deixa aqui.
-Sai daqui, não quero ver ninguém, muito menos VOCÊ! – fui logo gritando.
-Mas eu quero ver você. – como eu não tinha a chave do meu quarto só deixava a porta fechada, ele entrou, e me virei pra parede, para tentar o fazer ir embora, mas foi difícil. – Lu, eu sei que errei e admito, mas não quero que você fique assim comigo pra sempre, - fingi não escutar e comecei a cantarolar “eu não sei dançar, mas danço mesmo assim...” umas das minhas músicas preferidas do Forfun. – ta bem eu não vou sair daqui até você falar comigo. Estou falando serio, tenho todo o tempo do mundo. – eu tinha que resistir e me levantei liguei o computador pra por as musicas e abri o meu guarda roupa e comecei a pegar as roupas pra por na mala.
Quando o computador ligou botei as musicas.
-O que você ta fazendo? – não respondi. – você falou que eu não ia te ver na segunda quer dizer que você vai viajar. – continuei calada.
Onze da noite celular dele toca era o seu pai, ele ia embora, e eu consegui ficar em silencio já estava comemorando por dentro.
-Lu, infelizmente – felizmente – Terei que ir embora, é uma pena queria ficar aqui com você, sei que você não vai falar comigo, mas quando precisar de mim – como se eu precisasse dele – me liga meu celular sempre vai estar disposto pra você.
Assim que ouvi a porta do carro batendo, comemorei deu o meu maior grito, mas baixo já estavam todos da vizinhança dormindo.
-não vem falando oi pro meu namorado, você deu em cima dele.
-deu sim, e ele até gosto.
-Fê isso é verdade? – perguntei já irritada.
-Am... É... Bem eu acho que é. Mas...
-Sem, mas Luiz Felipe, vo- você me traiu, falo que não tinha gostado e não tinha retribuído. Ah quer saber vocês, vocês se merecem. Eu vou embora e não me siga.
-mas Amor.
-AMOR! Eu não sou mais o seu amor. Seu canalha.
Fui embora triste, mas sabia que tinha feito o certo agora não queria ver nenhum dos dois na minha frente por muito tempo. Decidi voltar pra casa e ir numa lanchonete pra esfriar a cabeça. Chegando lá encontrei uns amigos meus e me sentei na cadeira pra conversar com eles, ou pelo menos ficar ali.
Quando o Fê chegou, eu fiquei com ele na frente da casa pra ninguém perturbar. Comecei a conversa.
-Fala lindo. O que ouve?
-Ah. Linda, hoje a Ana apareceu lá em casa dizendo que estava apaixonada por mim, mas eu disse que n gostava dela que era apaixonado por você. Mas parecia que ela não tinha acreditado em mim, e então ela tentou me beijar, mas eu não deixei, eu sei que você deve estar muito chateado comigo, mas eu tinha que contar isso pra você. Só existe uma coisa que eu não te contei, eu não consegui resistir e acabei beijando ela, mas ela me forçou não queria, porque eu te amo, o que eu sinto por você é inexplicável. Eu te amo Lu. Desculpe-me. – ele estava quase chorando e eu também.
-Fê como você pode, mas eu já tinha entendido que ela queria estar com você. Eu acredito em você, mas que isso não se repita, eu vou falar com ela agora mesmo. – estava decidida a ligar pra ela quando ele ficou na minha frente.
-Lu você não pode fazer isso tem que falar pessoalmente com ela. – implorou
-É você tem razão vou a casa dela agora mesmo e você vai comigo. Manhê vou a casa da Ana
-Por quê?
-porque você tem que confirmar a historia.
Chegando a casa da Ana. Toquei a campainha. Ela atendeu a porta. Já comecei falando.
-Oi Ana traíra. “não gosto do seu namorado não” lembra essa fala foi sua quando você estava lá em casa, lembra? Não gosta tanto que deu em cima dele hoje quando saiu lá de casa.
Depois de um mês de namoro e todos sabendo disso. Percebo que a Ana, a minha melhor amiga, esta se aproximando muito do Fê, mas como ele é menino não percebe nada. Um dia a chamei para ir lá em casa.
A campainha toca e eu que vou atender.
-Oi Aninha! Tudo bom? – tentei ser o mais natural possível.
-Oi Best! Tudo e você? E ai o que vamos fazer? – parecia que ela tava procurando alguma coisa.
-Tudo! Eu tava pesando de ouvirmos música enquanto fazemos as unhas e fofocamos. – falei rindo – Que tal?
-Adorei! É uma ótima ideia.
Subimos pro meu quarto liguei o computador e enquanto ele ligava fechei a porta e liguei o ventilador, tava muito calor. Botei a música e peguei os esmaltes.
-Então que cor você quer pintar as unhas? – perguntei, enquanto cortava a unha.
-Sabe que eu não sei. Acho que vermelho você tem?
-Claro, depois que comecei a namorar o Fê comprei muitos esmaltes. Vermelho é cor dos apaixonados sabia?! – tentei fazer com que ela falasse algo comprometedor, mas...
-Sabia. Por isso mesmo quero ela. –... Não deu muito certo.
-Hum... – fiz como pensativa – Quem é o gato da vez? – tentei novamente.
-Ah. É um menino do eu bairro, qualquer dia eu te apresento. – droga não deu muito certo de novo.
-Jura que não é nenhum namorado de alguma amiga.
-Tenho afinal a única amiga que tem namorado é você. Pera ai, você não esta insinuando que eu estou dando bola pro Fê né?!
-Ah! Claro que não você é minha amiga, nunca faria isso comigo.
-Não, já não falei que é um amigo do bairro. Então pronto. Adoro essa música. – ela tentou mudar de assunto, e eu aceitei.
Então começamos a cantar a música. Depois ela foi embora, liguei pro Fê pra fazermos alguma coisa.
-Oi meu lindo! - falei assim que ele atendeu.
-Oi linda! Tudo bem? – parecia estar desanimado.
-Tudo e você? Que foi lindo parece meio desanimado.
-Tudo. Você acha?
-Acho. O que aconteceu? – perguntei preocupada
-Posso ir ai. Não da pra contar pelo telefone.
-Ta pera só um pouquinho.
Tampei o telefone.
-Manhê. O Fê pode vim aqui?
-Pode. -respondeu sem prestar atenção a pergunta.
Voltei ao telefone. Ele foi mais rápido do que eu.