terça-feira, 17 de agosto de 2010

Os amores insuperáveis

Liguei o computador, Lice já estava on, ela me passo os dados. Nome: Samuel Souza, idade: 17 (ainda dá temos 16), Orkut etc. Descobri que ele mora perto da minha casa! A minha idéia era que quando fosse para casa e falava que ia para a minha e assim eles vinham juntos e conversando. Deu certo. No dia seguinte plano em ação. Samuel foi para a casa dela e quando ele estava indo embora ela veio junto. Não aconteceu nada, mas eles conversaram e ele disse que adorou conversar com ela. Primeiro passo foi dado. Eles saíram mais algumas vezes, ele ligou para ela várias vezes, e começaram a namorar.


Enquanto um namoro começa o meu termina. Liguei para ele e disse que precisávamos conversar. Ele veio até a minha casa e sentamos no banquinho na frente da minha casa.

- Dudu... Eu quero terminar com você.

- Eu também, não sei sinto que nos distanciamos muito.

- Sinto o mesmo. Espero que continuemos amigos, ia adorar sair com você e a galera como velhos amigos e sei que isso nunca vai mudar.

- Também acho, concordo com você.

E foi assim que terminamos rápido. O bom foi que nos concordávamos com isso assim fica bem mais fácil. Assim que entrei em casa peguei o telefone e liguei pro Kaká só ele ia poder me consolar agora, a Lice tava no cinema com o Samuel.

- Kaká. – falei ofegante – acabei de terminar com o Dudu, preciso da sua compania.

- Dany. Estou indo para ai agora. Sem desculpas, não tenho nada pra fazer e você esta precisando de mim.

Desliguei o telefone e fiquei esperando o Kaká. Quando ele chegou, eu fui correndo para ele e enchi a blusa dele de lagrimas. Subimos para o meu quarto e uma coisa especial aconteceu. Um beijo, mas não foi como qualquer beijo. Foi um beijo que ele nunca tinha me dado, rolou e não foi de propósito.

Eu parei e tentei raciocinar a expressão do ká foi de espanto ele também não esperava por isso.

- O que foi q eu fiz! Eu não posso fazer isso. – falei alto num tom q só ele ouvisse

- Dany, eu te amo tanto, vamos tentar de novo, eu adoraria a idéia de ficar com a menina que eu amo.

- Eu já conversei sobre isso com você, não podemos, vamos esperar um tempo, agora eu estou muito confusa não sei o que faço da minha vida. Preciso pensar e refletir tudo o que aconteceu até agora.

- Ok. Mas não quer parar de te ver esse tempo, eu não vou conseguir agüentar ficar sem ver minha melhor amiga e amor da minha vida.

- Será necessário, ainda bem que as feras estão chegando eu vou ir para a Disney e ficar longe de confusão.

- Eu não posso fazer nada sobre isso é uma decisão sua. Mas saiba que sempre estarei do seu lado o que você escolher. Minha amizade será eterna.

- Sempre meu Best. – olhei e nos abraçamos como amigos inseparáveis.

Ele foi para casa e içamos sem se falar por esse tempo. A minha viagem até a Disney foi mágica, eu amei. Primeiro dia de aula depois das férias o Ká não veio falar comigo, assim o mesmo comigo, no intervalo, eu me direcionei a ele, para terminar o que eu falei a ele antes das férias.

- Ká, lembra, do que conversamos antes das férias?

- Lembro, eu passei as minhas férias todas pensando nisso.

- Então eu já me decidi. – seu rosto ficou pálido e com os olhos esperançosos. – Não fique com muita esperança, mas a minha decisão você vai gostar, eu decidi que vou te dar mais uma chance, mas ates preciso saber se você quer esperar um tempo para ver o que acontece, pois eu e o Dudu terminamos faz pouco tempo e na quero me passar de piranha.

- Mas é claro que eu amei a sua decisão me favorece, não é claro que eu espero não ia adiantar nada você ficar com má fama. Eu te dou um mês, ta bom?

- Ta ótimo, assim eu na saio prejudicada.

Menos uma coisa entalada na minha garganta, agora eu tenho que conversar com o Dudu, por que ele esta envolvido na história.

Esperei o final de semana - Kaká estaria fora da cidade, viajando com o pai – para ligar para Dudu. Não queria embolar mais uma vez a história de ex e melhor amigo. Já estava confusa o bastante.

O sábado amanheceu com cara de maracujá de gaveta. O céu nublado, nuvens carregadas e um ar pesado insuportável. Minha vontade era ficar debaixo da coberta o dia inteiro, mas eu tinha prometido ligar para ele.

Por isso, peguei o celular e procurei seu nome na agenda.

- Alô?

- Daniela? – era a mãe dele. Sua voz não estava nem um pouco simpática. – Que cara de pau você tem, hein?

- Senhora, com todo respeito, eu terminei com seu filho, não com a senhora. Então, se alguém for me chamar de cara de pau, que seja ele. – fui grossa, admito – Falando nisso, ele está?

- Não. E se estivesse, eu não falaria.

- Obrigada. – eu disse azeda.

E desligamos. Ambas irritadas e humilhadas.

Tudo bem, ligar para a casa dele não tinha funcionado. Restava o celular. Retornei à agenda do meu celular e procurei o segundo número.

- Pois não? – Eduardo perguntou, com um tom sério.

- Dudu? Sou eu, Dany... – poxa, ele tinha excluído meu numero da agenda, é? – A gente pode se encontrar no Federico bar?

- Que horas?

- Daqui a quinze minutos, talvez?

- Estarei lá.

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